domingo 23 de fevereiro de 2025
A presidente do PT, Gleisi Hoffman, olha para o presidente Lula durante discurso no aniversário do partido — Foto: Sérgio Silva/Fundação Perseu Abramo
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sábado 22 de fevereiro de 2025 às 14:57h

Gleisi estaria frustrada ao não não ser anunciada como ministra

NOTÍCIAS, POLÍTICA


O presidente Lula da Silva (PT) frustrou seus correligionários, neste sábado (22), ao não anunciar a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, como ministra da Secretaria-Geral da Presidência.

Articuladores esperavam a confirmação durante a celebração dos 45 anos do partido, que ocorre na Zona Portuária do Rio.

Apesar de não ter anunciado sua indicação, teceu elogios a Gleisi e a sua trajetória no partido.

— Graças a Deus o partido compreendeu a necessidade de eleger você. Não teria ninguém mais capaz. Homem nenhum aguentaria o que você aguentou — disse.

O anúncio de Lula destravaria as eleições internas do partido, cujo favorito é o ex-prefeito de Araraquara (SP) Edinho Silva nas eleições internas. Ele chegou a citar Edinho em seu discurso, contando uma conversa que os dois tiveram pela manhã, sobre uma suposta aversão das elites ao partido.

Apesar de contar com a bênção de Lula, Edinho não é um consenso na corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB). Aliados de Gleisi e do secretário de comunicação da legenda, o deputado federal Jilmar Tatto (RS), defendem outros nomes, como o líder do governo na Câmara, José Guimarães (CE), ou o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

Com a indicação iminente de Gleisi, contudo, há uma expectativa de que os ânimos se acalmem.

— O presidente Lula não tem que se envolver nisso. Nós vamos nos resolver. A CNB vai unificar. — disse Edinho ao GLOBO.

Com essa dança das cadeiras, Macedo pode concorrer a tesoureiro, cargo ocupado por Gleide Andrade. O cenário, contudo, não é simples: Gleide quer a reeleição e tem força no partido, sendo uma das principais responsáveis pela nomeação de Macaé Evaristo no Ministério da Igualdade Racial.

Além de Gleisi, outro petista deve alçar voos mais altos na reforma ministerial. Hoje na pasta das relações institucionais, Alexandre Padilha é cotado para assumir o Ministério da Saúde, ocupado por Nísia Trindade, também presente hoje na solenidade.

A reforma ministerial pode fazer com que o PT some mais um cargo de poder, uma vez que o partido deve continuar com o comando das Relações Institucionais.

O que explica esta possibilidade é um desinteresse do centrão. O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), chegou a ser cotado para o cargo, mas as negociações não vingaram, diante da queda de popularidade do governo. Um dos nomes que desponta para substituir Padilha é o do atual líder de governo na Câmara, José Guimarães.

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