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domingo 5 de maio de 2019 às 16:52h

Médico do SUS recebe pacientes surdos e faz atendimento em Libras

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Um médico do SUS, do interior do Rio de Janeiro, recebeu pacientes surdos no último fim de semana e para surpresa de todos, ele sabia se comunicar na Língua Brasileira de Sinais e fez o atendimento em Libras.

“Eu aprendi [Libras] na igreja quando era mais novo. Tinha sempre um intérprete nos cultos. Eu achava aquilo o máximo e fui aprendendo aos poucos”, contou o médico Fred Nicário.

Ele conta que não é fluente na Língua Brasileira de Sinais, mas se vira bem: “Na faculdade que eu fiz, tinha a matéria de LIBRAS efetiva na grade curricular e eu fiz também porque me interessava”, lembra.

E o que ele aprendeu na adolescência e na faculdade foi colocado em prática, meio que no susto, durante o atendimento deste domingo na cidade de Italva, no interior do Estado.

Alegria

Fred conta como foi a alegria da paciente ao perceber que o médico estava realmente entendendo a dor dela,

“Foi incrível ver nos olhos deles o brilho e a expressão de felicidade ao ver que o médico do lado de cá estava literalmente entendendo a sua dor. É gratificante demais poder trabalhar de forma inclusiva, garantindo a dignidade do outro”, escreveu Fred no Instagram.

“É muito bom para ser capaz de mudar a vida de pessoas. Seguimos firmes. Representatividade, acessibilidade e inclusão importam muito sim!”, concluiu.

Velho conhecido

Fred Nicário ficou famoso no ano passado, depois de uma reportagem sobre uma idosa negra que se surpreendeu por ser atendida pela primeira vez por um médico também negro. O médico era ele.

A foto dela com Fred viralizou. Ele apareceu em vários portais e foi convidado para entrevistas em programas de TV, como o Encontro com Fátima Bernardes, na TV Globo.

A paciente era dona Eunice, de 74 anos. Ela foi ao hospital público Ana Moreira em Conceição de Macabú, interior do estado do Rio de Janeiro, para fazer uma consulta.

Para surpresa dela, lá estava Fred William Nicácio, de 31 anos, na época no 6º ano de medicina pela UNIG e médico interno no hospital no Hospital São José do Havaí, em Itaperuna.

“Ela já havia visto dois médicos negros em sua vida, mas foi a primeira vez que foi consultada por um. Eu tive o prazer e a honra de ser esse médico que representa a vitória e ascensão do povo negro aos altos cargos, que antes eram vistos apenas por pessoas brancas”, disse Fred William em agosto de 2018 em entrevista.

Além da alegria de conhecer o médico negro, Eunice também saiu feliz do consultório sabendo que está bem de saúde.

Por Rinaldo de Oliveira

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Hoje fui surpreendido no meu plantão do SUS. Um casal de pacientes com deficiência auditiva veio se consultar. Ao entrar, ela já foi logo demonstrando que não era ouvinte. Eu não sou fluente, mas sei um pouco de LIBRAS, e comecei a estabelecer o primeiro contato. Foi incrível ver nos olhos deles o brilho e a expressão de felicidade ao ver que o médico do lado de cá estava literalmente entendendo a sua dor. É gratificante demais poder trabalhar de forma inclusiva, garantido a dignidade do outro. É muito bom poder ser instrumento de Deus para mudar a vida de pessoas. ?✊? Seguimos firmes. Representatividade, acessibilidade e inclusão importam muito sim! #MedicoNegro #LIBRAS #Medicina

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