As dificuldades para impulsionar o pré-candidato petista ao Palácio de Ondina, Jerônimo Rodrigues, elevaram a tensão no comando da campanha governista, registra Mario Costa Junior, da coluna Satélite. O colunista do jornal Correio*, afirma que líderes influentes da base aliada de Rui Costa (PT), o confidenciaram sobre o fato.
A publicação diz que, embora mantenham o tom de otimismo nas declarações públicas, integrantes da cúpula do governo Rui Costa e de partidos alinhados ao PT demonstram alto grau de preocupação com o desempenho de Jerônimo nas últimas reuniões internas destinadas a esquadrinhar o cenário da sucessão. O clima pessimista foi amplificado no rastro de recentes pesquisas, tanto as que foram divulgadas na imprensa quanto as de consumo próprio.
Em conversas reservadas, cardeais da base afirmaram ao colunista que as sondagens encomendas pela chapa do PT apresentam a mesma tendência detectada pelas demais: a estagnação de Jerônimo abaixo dos 20% e a permanência do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) acima dos 50%.
Internamente, os resultados compilados na atual rodada de levantamentos foram traduzidos como sinais evidentes de fragilidade na tática planejada para alavancar Jerônimo no páreo, quase toda sustentada na associação com o ex-presidente Lula. “Mesmo quando se aborda o apoio de Lula, ele patina. Nas pesquisas mais atuais, há cenários que apontam até queda de Jerônimo e crescimento de Neto”, destacou um líder de partido aliado do governo da Bahia.
De forma unânime, as fontes do bloco petista consultadas pela coluna Satélite atribuem a má performance do pré-candidato do partido à escolha feita a toque de caixa de um nome desconhecido pela imensa maioria do eleitorado e sem expressão política ou feito notável no currículo.