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Vereador Rubinho Nunes - Foto: André Bueno/Rede Câmara
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segunda-feira 24 de junho de 2024 às 17:43h

Vereador autor de CPI contra padre Júlio Lancellotti é alvo de inquérito policial

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A Polícia Civil acatou uma determinação do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e instaurou um inquérito contra o vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP) por abuso de autoridade. O parlamentar ficou conhecido ao tentar abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o padre Júlio Lancellotti.

O vereador chegou a protocolar dois pedidos de abertura de CPI. São eles:

Dezembro de 2023, solicitou uma investigação para apurar ONGs que atuam na Cracolândia. O nome do padre não foi citado no texto da proposta, mas Rubinho passou a atacar o religioso por meio das redes sociais;

Em março deste ano, o vereador protocolou outro pedido para apurar abuso e assédio sexual contra pessoas vulneráveis, usuárias de drogas e em situação de rua na capital. O texto tem como foco principal o padre, apesar de não citar o nome do religioso na proposta.

A SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou à revista IstoÉ, que o inquérito é de responsabilidade do 1° Distrito Policial (Sé). A ação no MP-SP foi aberta pelo Instituto Padre Ticão com o argumento de que o vereador teria cometido abuso de poder ao tentar abrir uma CPI sem qualquer indício de conduta criminosa por parte do padre Júlio Lancellotti. Além disso, ressaltou que o vereador divulgou fake news contra o religioso e cometeu aporofobia (medo ou rejeição aos pobres).

Por meio de nota enviada ao portal, o parlamentar afirmou que a representação contra ele é um “absurdo em várias camadas” e que não há qualquer abuso de autoridade em relação à CPI.

Confira a íntegra da nota:

“Isso é absurdo em várias camadas! Primeiro que ao invés deste instituto e do MP se preocuparem em investigar as gravíssimas denúncias de abuso sexual contra o Júlio Lancelotti, vão investigar um denunciante?

Segundo que não há qualquer abuso de autoridade, a abertura de CPI é prerrogativa legal do parlamentar, que ainda goza de imunidade constitucional de votos e opiniões.

Terceiro que as denúncias são pautadas em Laudos Periciais e depoimento das vítimas. A única Fake News é esse infeliz usar batina e dizer que é padre.

Tudo isso é uma tentativa bizarra de intimidação para acobertar tanto o Sr. Lancelotti quanto as ONGs que atuam na região central e lucram com a miséria. Isso pode até funcionar com outros políticos, mas comigo apenas serve de motivação para investigar.

Por fim, vou estudar uma Representação Criminal contra o instituto por Denunciação Caluniosa Eleitoral.”

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