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quinta-feira 15 de julho de 2021 às 08:55h

Setor de aço nega compromisso de represar reajustes

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na última quarta-feira (14), durante “Live do Valor” do jornal Valor Econômico, que fez um “acordo informal” com a indústria siderúrgica nacional para que os preços do aço no mercado doméstico não subam até o fim do ano. As declarações provocaram reação no mercado e foram contestadas por representantes do setor. A articulação responderia a uma preocupação das empresas de construção civil, segmento que, nas palavras do ministro, vive um “boom” e atravessou a pandemia criando empregos.

“Do lado da construção, estou pedindo para reduzir os impostos de importação para eles poderem trazer o aço de fora”, disse Guedes. O ministro afirmou ainda que haveria a concordância com a redução de 10% na tarifa de importação. “Estamos em disputa [no Mercosul] sobre a Tarifa Externa Comum.”

O impacto das afirmações foi grande na bolsa. Diante da confusão no mercado sobre se as tarifas cairiam 10% ou 10 pontos percentuais, as ações de CSN e Usiminas tiveram os piores desempenhos do dia, com quedas superiores a 3%.

Marco Polo Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, negou o acordo. “O ministro Guedes, alegando receio de pressão inflacionária, propôs que não se fizessem novos aumentos, mas respondemos que, por questões de ‘compliance’ e de concorrência e políticas comerciais próprias não poderíamos firmar esse compromisso.”

Segundo Lopes, foi assegurado que o cenário de alta das commodities, razão dos reajustes no Brasil e no mundo, mostrava sinais de estabilização. Ele ainda ressaltou que a discussão sobre a redução de alíquotas de importação envolve todos os setores, não só o do aço, e que a iniciativa depende do aval dos sócios do Mercosul.

Durante a “live”, Guedes admitiu falhas. “Eu errei, por exemplo, na dosimetria da reforma tributária.” O ministro também destacou que o governo não vê necessidade de racionamento de energia. Ele sinalizou, ainda, que o aumento da arrecadação viabilizará a elevação de gastos com o Bolsa Família em 2022, de R$ 20 bilhões para cerca de R$ 50 bilhões.

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