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sexta-feira 17 de dezembro de 2021 às 16:14h

Refinaria Mataripe anuncia corte de 3% no preço da gasolina na Bahia

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A Acelen anunciou nesta sexta (17) que vai reduzir o preço do litro de gasolina entregue pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, a partir de sábado (18). A empresa foi criada pelo fundo Mubadala para assumir a operação da antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), comprada da Petrobras.

A redução de preços da Petrobras entrou em vigor no dia 15. Inicialmente, o sindicato de varejistas do estado, Sindicombustíveis-BA, informou que a Acelen havia mantido o preço da gasolina, sem acompanhar o corte da Petrobras.

A Acelen vai reduzir os preços médios em dez centavos por litro (R$ 101 por m³), o que representa uma queda de 3,3%, em linha com o corte praticado pela Petrobras, de 3,1%.

O preço médio vigente, datado em 1º de dezembro, é de R$ 3,09 por litro; com a redução vai para R$ 2,99. Antes do reajuste, os preços variam de R$ 3,05 a R$ 3,12, dentre os pontos de entrega.

“A Acelen continuará observando estas oscilações naturais garantindo a competitividade da empresa nos mercados de atuação”, disse a Acelen, em nota.

As informações são do Valor Econômico.

A companhia assumiu Mataripe há duas semanas. O fundo Mubadala pagou US$ 1,8 bilhão pela RLAM, primeira e única refinaria que teve seu controle transferido desde que a Petrobras iniciou a venda das unidades.

Representou um marco no mercado de refino nacional, que até então tinha quase toda sua capacidade controlada pela Petrobras.

Mataripe tem 14% da capacidade nacional

A Refinaria de Mataripe possui capacidade para processar mais de 300 mil barris de petróleo por dia, representando 14% da capacidade nacional. É capaz de suprir o mercado com diesel, gasolina, querosene de aviação (QAV), GLP, óleos combustíveis, asfalto, nafta petroquímica e outros insumos, como parafinas e lubrificantes.

Além da RLAM, a Petrobras já anunciou a venda da Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), em Manaus (AM), para a Ream Participações, da Atem’s Distribuidora de Petróleo, por US$ 189,5 milhões; e da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul (PR), para a Forbes & Manhattan Resources Inc. (F&M Resources), por US$ 33 milhões.

Por outro lado, a Petrobras interrompeu o processo de venda de três outras refinarias incluídas no TCC: Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco; Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul; e Getúlio Vargas (REPAR), no Paraná. Segundo a companhia, a venda das duas unidades da região Sul deve ficar para depois das eleições de 2022.

Fecham o pacote de refinarias à venda pela Petrobras a Gabriel Passos (REGAP), em Minas Gerais, e a Lubrificantes e Derivados do Nordeste (LUBNOR) no Ceará. As duas unidades estão com seus processos em andamento.

A Refinaria de Mataripe também ficou ao menos 15 dias sem fornecer bunker por meio do Terminal Madre de Deus, principal ponto de escoamento da produção, segundo o Poder 360. A Acelen disse que o fornecimento a navios não estava no contrato, mas pretende começar a atender os pedidos.

O ICMS está congelado nos estados

Há duas semanas, o governador do Piauí e coordenador do Fórum Nacional de Governadores, Wellington Dias (PT), disse à epbr que o valor de referência, para efeito de ICMS, pode ser descongelado em caso de redução.

“Se houver queda de preços, ficando abaixo do preço de referência, pelos estados, com muito prazer, reduzimos também [a base de cálculo do ICMS]”, garantiu.

Em uma concessão política, em resposta aos sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis, os governadores congelaram o ICMS de novembro a janeiro de 2022.

A alíquota percentual do imposto estadual incide sobre os preços finais dos combustíveis.

Se os estados mantiverem o ICMS congelado, representará uma barreira para o corte no preço da gasolina chegar às bombas.

A participação da Petrobras nos preços da gasolina comum vendida nos postos cairá de R$ 2,33 para R$ 2,26 por litro. O combustível é misturado ao etanol anidro, biocombustível  com 27% de participação.

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