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A Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia - Foto: Divulgação/Arquivo
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quarta-feira 21 de fevereiro de 2024 às 17:26h

Petrobras vai reestatizar refinaria da Bahia privatizada durante governo Bolsonaro

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A Petrobras vai assumir o controle da Refinaria de Mataripe, antiga RLAM, através da recompra de ações. A estatal vai comprar mais de 51% das ações da Refinaria de Mataripe e, em seguida, reincorporar o ativo em seu patrimônio. Ou seja, ao fim, a refinaria voltaria a ter controle estatal e a ser chamada de RLAM – Refinaria Landulpho Alves.

Os negociadores da Petrobras e do fundo Mubadala estão chamando o negócio de “IPO privado”. Será um IPO – Initial Public Offer , uma oferta inicial de ações, quando a empresa vende participação acionária em Bolsa de Valores. No caso, a estatal Petrobras compraria as ações do grupo privado.

A proposta precisa passar por aprovação dos conselhos de administração das duas empresas. A previsão do Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, é que a finalização da nova configuração societária e operacional ocorra ainda neste primeiro semestre de 2024.

Haverá ainda a contratação de uma empresa de avaliação para definir o preço. Para isso, além de se levar em conta análises do fluxo de caixa, será feito um estudo da perspectiva de crescimento da unidade, do setor e os futuros investimentos. O Mubadala pagou US$ 1,8 bilhão por 100% das ações em leilão em 2021.

Segundo o jornal O Globo, estaria também sendo analisada a possibilidade da Acelen isolar a refinaria de Mataripe em uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), que seria vendida à Petrobras. Mas também não está descartada a entrada de um novo sócio.

Indagado sobre o motivo da reestatização da Petrobras, Jean Paul Prates afirmou que não deu certo a tese de que vender a refinaria faria diferença em termos de preço. Segundo ele, esse tipo de mercado tem uma área de influência bem definida e a refinaria de Porto Alegre não podia competir com a da Bahia na Bahia. “Quem tem que suprir a Bahia é a refinaria local ou quem conseguir importar o que a refinaria local não puder suprir ou se ela exagerar no preço. A regulação é própria. Não é fábrica de calçados. Refinaria não é assim, tem área de influência, e isso está provado. Espero que a gente tenha aprendido a lição”, disse Prates.

A refinaria foi privatizada no governo Jair Bolsonaro (PT). Com informações de reportagem do jornalista Bruno Rosa.

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