Quinta, 29 de Outubro de 2026
24°C 26°C
Salvador, BA
Publicidade

Governo Lula avalia que ida de Flávio Bolsonaro aos EUA não deve atrapalhar negociação sobre tarifaço

Negociadores brasileiros apostam no pragmatismo do representante comercial americano para avançar em acordo que reduza as tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil.

29/10/2026 às 08h10
Por: Redação #Acesse Política
Compartilhe:
Divulgação/Arquivo
Divulgação/Arquivo

O governo do presidente Lula da Silva avalia que a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, acompanhado da família, não deve comprometer as negociações para reduzir as tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros. Segundo informações da revista Exame nesta quinta-feira (29), negociadores brasileiros apostam em uma condução pragmática das tratativas comerciais, apesar da proximidade entre integrantes do governo americano e a família Bolsonaro.

A avaliação no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), liderado por Jamieson Greer, deve priorizar os interesses econômicos americanos e a possibilidade de um entendimento com o Brasil. Essa postura contrasta com a de setores do Departamento de Estado dos EUA, que mantêm interlocução com a família do senador.

Governo espera proposta americana sobre o tarifaço

A expectativa dos negociadores brasileiros é receber, nos próximos dias, um documento do USTR com as bases e as exigências dos Estados Unidos para a negociação de um possível acordo comercial. A proposta deverá contemplar questões tarifárias e não tarifárias, abrindo caminho para discussões sobre a redução das barreiras impostas aos produtos brasileiros.

O governo Lula considera que o encerramento do processo eleitoral pode contribuir para diminuir a influência das disputas políticas sobre as conversas comerciais. A avaliação é que Washington precisará manter uma relação institucional com o governo brasileiro, independentemente dos alinhamentos políticos de integrantes da administração americana.

Brasil quer negociar sem abrir mão da soberania

A posição oficial do governo brasileiro é manter o diálogo com os Estados Unidos, mas sem aceitar concessões consideradas prejudiciais aos interesses nacionais. Entre os pontos sensíveis está o sistema de pagamentos Pix, além da resistência a uma abertura ampla de setores da economia sem contrapartidas comerciais.

As negociações foram retomadas após uma conversa telefônica entre Lula e o presidente americano Donald Trump, em 21 de agosto. Dez dias depois, representantes dos dois governos realizaram uma reunião virtual para discutir as tarifas e buscar alternativas para os impasses comerciais.

Em 30 de setembro, os ministros brasileiros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do MDIC, reuniram-se presencialmente com Greer, em Milwaukee, nos Estados Unidos, durante um encontro ministerial do G20. Na ocasião, os governos concordaram em criar um grupo de trabalho para discutir os temas comerciais e avançar na busca de um entendimento.

O governo brasileiro defende um acordo equilibrado e mutuamente benéfico, mas contesta as medidas tarifárias americanas, que considera unilaterais e incompatíveis com as regras multilaterais de comércio.

O avanço das tratativas dependerá agora da proposta formal dos Estados Unidos e da disposição dos dois países para chegar a um entendimento que reduza os obstáculos ao comércio bilateral.

Salvador, BA
23°
Tempo nublado

Mín. 24° Máx. 26°

24° Sensação
20.66km/h Vento
89% Umidade
100% (2.94mm) Chance de chuva
05h01 Nascer do sol
17h33 Pôr do sol
Sex 27° 25°
Sáb 27° 23°
Dom 27° 24°
Seg 27° 26°
Ter 26° 25°
Atualizado às 09h01
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,36 +0,18%
Euro
R$ 5,95 -0,17%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 454,669,60 -1,56%
Ibovespa
171,006,10 pts -2.68%
Publicidade
Publicidade