
A disputa entre Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chega ao momento decisivo neste domingo (25), com uma campanha marcada pela polarização política, pela mobilização de apoiadores e pela intensa batalha nas redes sociais. Ao longo do segundo turno, o senador ganhou visibilidade nacional e passou a concentrar manifestações de apoio de setores da direita, em um movimento que seus apoiadores apresentam como uma onda política em expansão pelo país.
As pesquisas divulgadas na véspera mostram uma disputa apertada. No levantamento PoderData/Aya, Flávio aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. Datafolha e Quaest também apontaram vantagem numérica de dois pontos para o senador. Os resultados, contudo, configuram empate técnico dentro das margens de erro dos institutos.
A campanha de Flávio foi marcada pela ampliação de sua presença nas redes sociais e pela mobilização de apoiadores em diferentes regiões do Brasil. Vídeos, transmissões, grupos de mensagens e publicações de lideranças políticas ajudaram a manter a candidatura em evidência durante a reta final.
Entre os apoiadores, a expressão de que Flávio virou uma “moda” ou uma “mania” política passou a simbolizar o entusiasmo em torno de sua candidatura. Essa percepção, porém, representa uma leitura do clima entre seus simpatizantes, e não uma medida científica do comportamento de todo o eleitorado brasileiro.
O senador também contou com a influência política do ex-presidente Jair Bolsonaro e com a participação de lideranças da direita. Os atos realizados nos últimos dias de campanha deram visibilidade à disputa e reforçaram o esforço das duas candidaturas para mobilizar eleitores antes da votação.
Aos 80 anos, Lula tenta conquistar um quarto mandato presidencial. Com trajetória iniciada no movimento sindical do ABC paulista, o presidente busca manter sua base eleitoral e ampliar a participação de eleitores que podem definir o resultado do segundo turno.
A campanha petista apostou na mobilização de apoiadores, em atos públicos e na defesa das realizações do governo. O presidente mantém apoio importante entre eleitores de baixa renda e no Nordeste, enquanto enfrenta resistência de setores críticos à administração federal.
A disputa entre Lula e Flávio extrapolou os comícios e chegou ao ambiente digital, onde apoiadores dos dois lados disputaram atenção, alcance e influência. A campanha também foi marcada por acusações recíprocas e processos na Justiça Eleitoral.
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