
Essa eleição presidencial coloca frente a frente dois políticos com trajetórias distintas: Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Enquanto o atual presidente construiu sua carreira a partir do movimento sindical e chegou três vezes à Presidência, o senador iniciou a vida política no Legislativo fluminense e ganhou projeção nacional como filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nascido em Garanhuns, em Pernambuco, em 27 de outubro de 1945, Lula migrou ainda criança com a família para São Paulo. Formado como torneiro mecânico pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), ganhou projeção ao liderar o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema durante as greves operárias do fim da década de 1970.
Em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores e, seis anos depois, foi eleito deputado federal constituinte. Após três derrotas presidenciais, venceu a eleição de 2002 e governou o país por dois mandatos consecutivos, entre 2003 e 2010.
Em 2018, foi preso após condenação no âmbito da Operação Lava Jato. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações que fundamentavam sua prisão, por questões relacionadas à competência da Justiça Federal de Curitiba, e também reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro no caso do tríplex do Guarujá.
Lula voltou à Presidência em janeiro de 2023, após vencer Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022. Aos 80 anos, disputa a reeleição em busca de um quarto mandato presidencial, o que poderá ampliar para 16 anos o período em que ocupou o cargo, caso conclua um novo mandato até 2030.
Nascido em Resende, no Rio de Janeiro, em 30 de abril de 1981, Flávio Bolsonaro é advogado e filho mais velho de Jair Bolsonaro. Foi eleito deputado estadual em 2002 e permaneceu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro por quatro mandatos, antes de chegar ao Senado Federal, em 2018.
No Congresso, consolidou sua atuação em temas ligados à segurança pública e passou a exercer papel de interlocução política do grupo bolsonarista. Em 2026, foi escolhido para disputar a Presidência, dando continuidade ao projeto político associado ao pai.
Sua trajetória também é marcada por investigações. Flávio foi alvo de apurações sobre suspeitas de irregularidades em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa fluminense, no caso conhecido como rachadinha. Parte das provas foi anulada pela Justiça, e a investigação teve desdobramentos judiciais que impediram a continuidade da acusação nos moldes inicialmente apresentados.
Mais recentemente, o senador passou a ser citado em apurações relacionadas a movimentações financeiras e ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. As suspeitas precisam ser avaliadas pelas autoridades competentes, e a existência de investigação não significa comprovação de crime. Flávio nega irregularidades.
A disputa entre Lula e Flávio reúne experiências políticas construídas em contextos diferentes. O atual presidente chegou ao poder após décadas de atuação sindical e partidária, enquanto o senador ampliou sua projeção nacional a partir da carreira parlamentar e da influência política da família Bolsonaro.
O resultado das urnas definirá quem comandará o Brasil nos próximos quatro anos.
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