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quinta-feira 18 de janeiro de 2024 às 12:25h

Ministro Alexandre Padilha tem dinheiro bloqueado por dívida de campanha

JUSTIÇA, NOTÍCIAS


O ministro Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais, teve valores bloqueados de sua conta bancária segundo a coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles, devido a uma dívida contraída na campanha para o governo de São Paulo, em 2014.

A Justiça de São Paulo autorizou, no fim do ano passado, que Padilha fosse alvo de ordens automáticas de bloqueio. A medida é chamada de “teimosinha”, por fazer buscas contínuas de dinheiro nas contas de um devedor.

A dívida é cobrada pela agência Analítica, Amaral & Associados Comunicação Ltda, que prestou serviços de assessoria de imprensa para Padilha durante a eleição de 2014. O contrato firmado entre a empresa e a campanha estabelecia o pagamento de R$ 1,65 milhão, dividido em três parcelas e com o vencimento até 4 de outubro de 2014. Apenas R$ 900 mil foram pagos.

O diretório estadual do PT de São Paulo havia assumido a dívida de forma solidária, mas não fez o pagamento porque um recurso estava pendente de julgamento. Em 1º de fevereiro de 2023, a Justiça rejeitou os argumentos de Padilha e do PT-SP e determinou a execução da dívida, corrigida para R$ 1,9 milhão.

Os bloqueios às contas de Padilha e do PT-SP foram pedidos pela defesa da firma de comunicação em julho, sob a argumentação de que nenhum valor havia sido pago. Naquele momento, a quantia devida era de R$ 2,3 milhões.

Diversos débitos passaram a ser feitos na conta de Padilha a partir de dezembro, registra o colunista. O ministro pediu à Justiça a suspensão dos bloqueios, alegando que não tomou conhecimento de nenhuma decisão que autorizasse a medida, mas a solicitação foi negada no plantão judiciário. Não houve manifestação judicial sobre o desbloqueio dos valores desde então.

A coluna procurou a assessoria de Padilha e os advogados do ministro para comentar o caso, mas eles não quiseram se pronunciar. O espaço está aberto a eventuais manifestações.

A Analítica Comunicação não comentou a cobrança judicial e informou que deixou de trabalhar na área política em 2017. Os advogados da agência não foram localizados.

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