A Marinha decidiu na quarta-feira (26) promover quatro mulheres ao posto de contra-almirante —número recorde de promoção a oficial-general do sexo feminino na história das Forças Armadas brasileiras.
Uma das promovidas, segundo reportagem de Cézar Feitoza, da Folhapress, é Gisele Mendes de Souza e Mello, vítima de bala perdida em dezembro de 2024 enquanto trabalhava no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. A promoção post mortem, segundo a Marinha, reconhece a “dedicação e o altruísmo” de Gisele.
Além de Gisele, todas as novas almirantes fazem parte do Corpo de Saúde da Marinha. São elas: Daniella Leitão Mendes, Mônica Medeiros Luna e Claudia Regina Amaral da Silva Fiorot.
“O Serviço Ativo da Marinha do Brasil agora passa a contar com quatro mulheres no posto de oficial-general. Promovida em 2023, a contra-almirante Maria Cecília Conceição assumirá o cargo de diretora do Hospital Naval Marcílio Dias. Será a primeira vez que uma mulher ocupa essa função na maior unidade de saúde na Marinha”, disse a Marinha.
Como mostrou a Folha, Maria Cecília foi a primeira mulher negra a ser promovida a almirante na história da Marinha. Antes de assumir a direção do hospital, ela foi diretora do Departamento de Saúde e Assistência Social do Ministério da Defesa.
A lista com as promoções de oficiais-generais foi definida nesta semana em reunião do almirantado, em Brasília. O grupo reúne todos os almirantes quatro estrelas da ativa e o comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen.
A promoção será publicada em decreto do presidente Lula (PT) no dia 31 de março. O petista deve participar de uma cerimônia de cumprimento dos novos oficiais-generais.