terça-feira 30 de novembro de 2021
João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, foi preso após denúncias de estupro João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, foi preso após denúncias de estupro - Foto: Reprodução
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quinta-feira 25 de novembro de 2021 às 15:47h

João de Deus é condenado a mais 44 anos de prisão por estupros

JUSTIÇA, NOTÍCIAS


João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, que se apresentava como médium na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), foi condenado a mais 44 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, por quatro crimes de estupro, sendo dois deles de vulnerável. A sentença, do juiz Marcos Boechat, da comarca de Abadiânia, foi publicada nesta quinta-feira (25) pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), mas o teor completo da decisão não foi divulgado.

Os casos de estupro ocorreram entre 2009 e 2018. João de Deus foi denunciado em cinco casos, mas foi absolvido em um deles, por insuficiência de provas. A Justiça goiana fixou indenizações por danos morais às vítimas em valores que variam de R$ 20 mil a R$ 75 mil. João de Deus poderá recorrer da sentença. Atualmente, ele está em prisão domiciliar, que foi decretada em outro processo.

João de Deus sempre negou todas as acusações de crimes sexuais. A defesa do condenado informou que ainda não foi intimada, e que não sabe o teor da condenação.

As denúncias contra João de Deus vieram à tona em 2018, após relatos de vítimas à imprensa. Depois dos primeiros casos, outros surgiram, e centenas de mulheres informaram que haviam sido vítimas do suposto médium ao longo de décadas de atuação em Abadiânia. A casa recebia em alguns dias da semana, quando João Teixeira fazia atendimentos, mais de 5 mil pessoas. Ele abusava das mulheres sob a alegação de que fazia parte do tratamento, e quando algumas o questionavam ele as coagia, dizendo que não encontrariam a cura para o que procuravam.

Em dezembro de 2018, poucos dias após as primeiras denúncias, João de Deus foi preso pela primeira vez. Ele saiu da prisão no início da pandemia da Covid-19, em março do ano passado, e ficou detido em sua residência. Ele voltou a ser preso em agosto deste ano, acusado de estupro de vulnerável. Em setembro, a Justiça determinou que ele voltasse a cumprir prisão domiciliar.

João de Deus tem outras três condenações por crime sexual. Em janeiro do ano passado ele foi condenado a 40 anos de prisão por estupro de cinco mulheres durante atendimentos na Casa Dom Inácio. A última condenação havia sido em maio deste ano, por violação sexual mediante fraude.

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