terça-feira 30 de novembro de 2021
Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura / Foto: Divulgação
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quarta-feira 27 de outubro de 2021 às 17:18h

Governo pode desistir de auxílio para caminhoneiros, diz Tarcísio

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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou, nesta quarta-feira (27), que o governo pode desistir do auxílio-diesel de R$ 400 para caminhoneiros diante da insatisfação da categoria com a proposta. Para evitar uma paralisação nacional, o governo federal sugeriu o benefício. As lideranças do movimento indicaram, no entanto, que o valor não seria suficiente para desmobilizar uma possível greve.

Tarcísio disse que a avaliação da quantia é uma questão de perspectiva. Disse que o montante é pouco ao avaliar que só seria suficiente para um caminhão rodar menos de 200 quilômetros, mas que seria “uma ajuda importante” para uma pessoa cuja renda mensal é, em média, de R$ 3 mil.

Fretes mais caros

O ministro também afirmou que a categoria precisa se articular e cobrar fretes mais caros, repassando os aumentos de combustíveis ao contratante do transporte. “O que eu sempre digo [aos caminhoneiros] é o seguinte: ‘vocês têm que aprender a repassar os custos de produção para o seu preço”, disse o ministro a jornalistas, após almoço com a Frente Parlamentar Pelo Brasil Competitivo.

Ele argumentou que “às vezes, quem destrói o frete é o próprio caminhoneiro”. “Sempre tem aquele que oferece um frete muito mais baixo, inexeqüível, que acaba pegando o transporte e passando por dificuldade”. justificou.

“É isso que eu procuro explicar o tempo todo: para eles não ficarem presos. ‘Ah, eu preciso desse instrumento, eu preciso dessa tutela do Estado, eu preciso do frete mínimo’. Não, ele não precisa de nada disso. Ele precisa saber sentar e calcular qual é o valor dele, negociar isso, repassar isso para o preço dele e se organizar para ter poder de barganha e cobrar daquele que o contrata”, disse o ministro.

Tarcísio também criticou as ameaças de greve e disse que não acredita no poder de uma paralisação geral. “Tem muito trabalho, o mercado está superaquecido, a construção civil bombando, agronegócio bombando, nós estamos na época agora de transporte de sementes, preparo para plantio de safra. Então, tem muita demanda, por isso que boa parte de caminhoneiros também não quer saber de parar. É hora de botar renda para dentro de casa.”

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