quinta-feira 9 de dezembro de 2021
Ao dobrar cédula ao avesso, Laschet revelou ter votado no seu próprio partido, como era esperado / Foto: DW
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domingo 26 de setembro de 2021 às 15:17h

Futuro governo alemão deve ficar a cargo de uma coalizão entre três partidos

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Os eleitores alemães foram às urnas neste domingo (26) para escolher quem vai liderar o país após a aposentadoria da chanceler federal Angela Merkel, que deixa o poder após 16 anos de governo.

É provável que o futuro governo alemão fique a cargo de uma coalizão de pelo menos três partidos, algo que não ocorre na Alemanha desde o fim dos anos 1950. Negociações para a formação arriscam se arrastar por meses, adiando a aposentadoria de Merkel, a primeira chefe de governo alemã do pós-guerra a deixar o poder por vontade própria. Esta também é a primeira eleição desde 1949 que não conta com um chanceler no poder em busca da reeleição.

A disputa pelo primeiro lugar nas eleições federais se afunilou entre a União Democrata Cristã (CDU), o partido de Merkel, que tem como candidato à Chancelaria Federal o Armin Laschet, e o Partido Social-Democrata (SPD), que disputa com Olaf Scholz.

A pesquisa de boca de urna indicou um empate entre o SPD e a CDU, que disputa o pleito junto com seu braço bávaro, a União Social Cristã (CSU). Segundo o levantamento, ambos têm 25% dos votos. Os Verdes vêm em terceiro, com 15% dos votos.

Cerca de 60 milhões de alemães com mais de 18 anos estavam aptos a votar. Muitos o fizeram pelo correio. Cerca de 2,8 milhões de jovens eleitores, que só conhecem Merkel no poder, puderam votar pela primeira vez. A campanha foi dominada por temas como mudança climática, imigração, gestão da pandemia de covid-19 e o futuro da economia numa era pós-Merkel.

Na Alemanha, os eleitores não votam diretamente nos candidatos à chefia de governo, mas em seus partidos. Normalmente, cabe à legenda que conquistar mais cadeiras no Bundestag liderar um governo – e consequentemente escolher o chanceler federal. Ainda assim, para efeitos de campanha, os partidos já indicam de antemão quem são seus pretendentes a liderar um eventual governo.

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