domingo 16 de janeiro de 2022
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quinta-feira 13 de janeiro de 2022 às 18:04h

Fim do Fiat Uno: entenda o que significa para a indústria automotiva

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A Fiat anunciou, no fim de 2021, o fim da produção do Uno no Brasil. Com 37 anos de história o carro vendeu, de acordo com a montadora, 4.379.356. Famoso por ser um carro barato e econômico, ele era conhecido por ser o carro da firma. Quem nunca viu um Uno com uma escada em cima rodando pela cidade?

Mais do que um carro que terá sua produção encerrada, para especialistas no setor automotivo o fim do Uno representa uma mudança que vem se consolidando no mercado há anos: não há mais espaço para os carros pequenos.

“Suverização” do mercado

Para se ter uma ideia de como o perfil de modelos de carros adquiridos pelos consumidores mudou, de acordo com a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) o Jeep Renegade foi o terceiro carro mais vendido em 2021 com 73.913 unidades. Já a última geração do Uno não consta nem na lista dos 20 primeiros.

O diretor da VC One Flavio Vasques acredita que o mercado de veículos hoje esteja passando por uma priorização das SUV, carros maiores, mais seguros e confortáveis, o que ele chama de “suveirização” e que os carros mais antigos vão sofrer mais para se adaptar às normas de segurança cada vez mais exigentes.

“A substituição dos veículos quarentões, como o Uno, que a cada ano custam mais para se adaptar às normas de segurança e de poluentes é a tendência. O foco agora é produção de carro de pessoa física e não de firma e as SUV arredondadas e com plataforma global acaba sendo uma opção melhor”, diz.

Valor de revenda

Outro ponto que sempre é motivo de atenção para quem quer adquirir um carro novo é o seu potencial de revenda. Foi-se o tempo em que os carros mais baratos e sem opcionais eram bons negócios nesse sentido.

Para o CEO da Papa Recall, aplicativo de organização de frotas veiculares, o mercado hoje está em um patamar superior para quem quer negociar o carro depois de vários anos de uso.

“Quando o carro popular tinha que custar até US$ 7.200, o proprietário de um Uno Mille básico sabia que andava em cima de um cheque, pois aquele carro tinha um alto valor de revenda. Hoje, o cheque não é mais usado e o carro “pé duro” também não. É insuficiente um carro ter apenas ar condicionado e trio elétrico, com alarme, vidro e travas, para ser bom de revenda. O ideal é ter câmera de ré, sensores de estacionamento e central multimídia com conexão ao smartphone entre outros opcionais”, acredita.

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