domingo 3 de julho de 2022
A expansão do plantio de cacau em áreas não tradicionais pode contribuir para aumentar a renda dos produtores que hoje se dedicam a banana e mamão, de menor valor agregado - Foto: Wenderson Araújo/CNA
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quarta-feira 18 de maio de 2022 às 09:52h

Expansão do cacau pode levar riqueza a produtores rurais na Bahia e Minas Gerais

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O potencial de expansão de culturas agrícolas em áreas onde as condições são aparentemente desfavoráveis é um dos fatores segundo a revista IstoÉ, que tornam o agronegócio brasileiro ainda mais impressionante. A ciência já viabilizou o cultivo de uvas finas no Nordeste, a introdução de oliveiras e trigo no Cerrado e agora também possibilita o crescimento da cacauicultura no semiárido ao centro-sul da Bahia, ou norte de Minas Gerais. É o que tem mostrado o trabalho desenvolvido desde 2015 na Fazenda Experimental da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), na cidade de Janaúba.

O objetivo do projeto é, a partir da seleção de diferentes variedades, definir o material genético que melhor se adapte às altas temperaturas e à baixa umidade relativa do ar na região, com alta produtividade. Isso poderá ampliar as opções de renda aos agricultores, em grande parte dedicados a banana e mamão.

Segundo o professor de fruticultura da Unimontes e responsável pelo estudo, Victor Martins Maia, a viabilidade está comprovada, tanto do ponto de vista agronômico quanto de negócio. Alguns produtores já investiram nas variedades testadas, em área ainda modesta, de cerca de 70 hectares. Mas a previsão de Maia é que em dois anos o plantio ocupe 500 hectares, inclusive aproveitando a estrutura dos perímetros irrigados já disponível para a fruticultura de maneira geral.

Para o professor da Unimontes, é uma grande oportunidade para o nascimento de uma cadeia bem estruturada, com produtores trabalhando em conjunto e de forma organizada. Até para terem mais escala e conseguirem vantagens nas negociações, desde a compra de insumos até a venda das amêndoas. Além do mercado de commodities, há o de chocolates finos, em que o cacauicultor pode entrar com marca própria e um produto que se destaque pelas características regionais. “Acredito que a partir de uns cinco anos já conseguiremos ver isso acontecendo”, afirmou Maia.

Essa perspectiva já se traduz em uma maior adesão a iniciativas de capacitação, como é o caso do Workshop Plant Cacau – Tecnologias para Produção de Cacau no Semiárido de Minas Gerais. São esperadas cerca de 300 pessoas para a segunda edição do, que ocorre nesta quinta-feira (19), em Janaúba (MG). A realização é da Uniagro, empresa júnior da Unimontes, e reunirá diversos especialistas para falar sobre aspectos técnicos, econômicos, mercadológicos, agregação de valor, indicação geográfica e padrão de qualidade.

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