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sábado 28 de março de 2020 às 10:58h

Ex-presidente do TJ-SP e pré-candidato desobedece lei e vai à praia

JUSTIÇA, NOTÍCIAS


O ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, foi abordado por guardas municipais na praia em Santos enquanto caminhava no local, hoje (27) de manhã. Ele desobedeceu lei municipal que proibiu o acesso à praia em virtude da pandemia do novo coronavírus.

Os guardas teriam pedido que ele deixasse a praia, e, segundo vídeo divulgado em grupo de Whatsapp e revelado pelo Jornal da Orla, de Santos, o desembargador respondeu que a praia é federal e que ele não poderia ser abordado pelos agentes municipais. A prefeitura afirma que ele deixou a praia sem oferecer resistência.

Como medida de prevenção ao novo coronavírus, a cidade de Santos proibiu o acesso à praia. Várias cidades do litoral adotaram medidas semelhantes em resposta ao decreto estadual de quarentena.

O vídeo é feito por um homem não identificado que apoia a atitude do desembargador. O homem convoca para as manifestações previstas para domingo por apoiadores do presidente e disse que a população deve invadir a praia.

Na entrevista ao UOL, Sartori afirma que não conhece o autor do vídeo. “Eu não sei quem é. Ele disse que se emocionou ao me ver e pediu para dar minha opinião e eu dei”, diz o ex-presidente do TJ.

Sartori diz no vídeo que as pessoas devem manter distância de 3 metros umas das outras e não se posiciona sobre a proposta de invasão feita pelo homem que gravou o vídeo. “Não pode deixar fazer aglomeração”, afirma o desembargador no vídeo.

Ao site UOL, o ex-presidente do TJ negou apoiar a invasão da praia, e diz ser a favor de medidas de restrição, mas é contrário ao fechamento do comércio. “Como eu disse no meu site, isso vai causar uma quebradeira”. Ecoando Bolsonaro, ele é a favor de medidas restritivas para grupos de risco.

Aos 63 anos, o ex-desembargador é considerado integrante do grupo de risco para a covid-19. Questionado se não seria contraditório gravar o vídeo tão próximo de seu interlocutor diante da distância que defende, Sartori concordou, mas afirma que ficou perto do outro homem “pela forma como o vídeo foi gravado”.

 

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