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quinta-feira 4 de julho de 2024 às 11:02h

Eleições no Reino Unido: entenda a disputa que deve levar trabalhistas de volta ao poder

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O Reino Unido realiza eleições nesta quinta-feira (4) em que o Partido Trabalhista deverá voltar ao poder, segundo projetam todas as pesquisas.

A provável queda do Partido Conservador, no governo desde 2010, ocorre após a realização do brexit, que retirou o país da União Europeia. A medida foi aprovada em 2016, mas foram quatro anos de disputas e confusão até ela ser efetivada, em 2020, pouco antes de a pandemia começar.

A combinação de brexit e pandemia trouxe danos severos para a economia britânica. A inflação chegou a 11% no fim de 2022, e hoje está na faixa dos 2%.

O atual premiê, Rishi Sunak, convocou eleições três meses antes do esperado para tentar se manter no cargo com mais força, uma manobra possível, no sistema parlamentarista, mas que deve falhar.

Pesquisas mostram os Trabalhistas com cerca de 39% dos votos, ante 21% dos Conservadores, segundo um agregador de dados eleitorais da BBC.

Caso a vitória se confirme, o novo premiê do país será Keir Starmer, 61, que fez carreira como advogado de direitos humanos.

Sunak também está enfraquecido pela divisão do eleitorado de direita. Muitos britânicos tradicionalmente conservadores optarão pelo partido ‘Reform UK’, de extrema direita, liderada por Nigel Farage, um dos promotores do Brexit, que registra em média 16% dos votos.

Que horas sai o resultado no Reino Unido?

A votação no Reino Unido às 7h na hora local (3h da manhã em Brasília) e se encerra às 22h (18h em Brasília).

A expectativa é que os primeiros resultados sejam conhecidos às 23h30 (19h30 em Brasília). A apuração deverá ser concluída até a manhã de sexta-feira, na hora local.

Como será a votação no Reino Unido

A votação definirá as 650 cadeiras da Câmara dos Comuns: 543 eleitas na Inglaterra, 57 na Escócia, 32 em Gales e 18 na Irlanda do Norte.

Os conservadores apresentarão candidatos em 635 distritos eleitorais, os trabalhistas e o Partido Democrata Liberal em 631, enquanto o partido de extrema direita ‘Reform UK’ em 630, quase o dobro do registrado há cinco anos, e os Verdes em 629.

No total, 4.515 candidatos disputarão as eleições, um recorde.

Os parlamentares são eleitos para um mandato de cinco anos. Em cada circunscrição eleitoral, o candidato que recebe o maior número de votos é declarado vencedor, mesmo que não atinja mais de 50%. Este método de votação favorece os partidos majoritários, neste caso os conservadores e os trabalhistas.

O primeiro-ministro é nomeado pelo rei. Ele pode ser o líder do partido mais votado, caso obtenha maioria absoluta, ou da principal legenda da coalizão formada, caso a maioria absoluta não seja alcançada.

Para obter a maioria absoluta, um partido deve conquistar ao menos 326 cadeiras, mas na realidade o número é levemente inferior, pois ao menos quatro deputados (o presidente da Câmara, chamado de ‘porta-voz’, e seus vices) nunca participam nas votações.

Além disso, os deputados do partido republicano Sinn Féin da Irlanda do Norte, atualmente a principal força política naquela região, se negam a sentar nas cadeiras de Westminster porque não reconhecem a autoridade do Parlamento britânico.

Eleições anteriores no Reino Unido

Nas eleições de 2019, os conservadores, liderados por Boris Johnson, conquistaram a maioria absoluta de 365 cadeiras. Na ocasião, os trabalhistas conquistaram 202 cadeiras e o Partido Nacional Escocês (SNP), 48.
Os Democratas Liberais conquistaram 11 cadeiras, à frente do Partido Unionista da Irlanda do Norte (8), de seu oponente republicano Sinn Féin (7) e da legenda galesa Plaid Cymru (4).

Como funciona o Parlamento Britânico

Os representantes eleitos da Câmara dos Comuns examinam e votam as leis apresentadas pelo governo e também podem propor seus projetos. Depois de ceder alguns poderes aos Parlamentos locais da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, nas áreas da saúde, transportes e moradia, apenas algumas destas leis afetam todo o Reino Unido.

Os deputados eleitos também avaliam o trabalho do governo em comissões temáticas.

No início da legislatura, os membros da Câmara escolhem um presidente, o porta-voz  e três vices.

O segundo partido mais votado depois da legenda no poder, ou o partido com mais votos que não integra uma coalizão, lidera a oposição.

Este partido de oposição forma um “gabinete da sombra” (shadow cabinet), uma espécie de réplica do governo, e seu líder questiona o primeiro-ministro no Parlamento todas as semanas, geralmente às quartas-feiras.

Ao contrário de muitos Parlamentos no mundo, a Câmara dos Comuns não tem a forma de semicírculo e a oposição senta de frente para os deputados do partido no poder.

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