Numa publicação na sua rede social, a Truth Social, no dia 20 de fevereiro, Donald Trump chamou “ditador”, entre outros insultos, ao presidente ucraniano
Donald Trump negou nesta quinta-feira (27) ter chamado “ditador” ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Na Casa Branca, durante a receção ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que viajou até Washington D.C., o presidente norte-americano foi questionado sobre se ainda mantinha a opinião e repetiria a acusação de que Zelensky era um ditador.
“Eu disse isso? Não acredito que disse isso. Próxima pergunta”, respondeu o presidente americano, que confessou que a relação com o líder ucraniano “ficou um bocadinho irritadiça”.
Numa publicação na sua rede social, a Truth Social, no dia 19 de fevereiro, Donald Trump chamou “ditador”, entre outros insultos, a Zelensky.
“Recusa-se a realizar eleições, está muito mal nas sondagens ucranianas e a única coisa em que era bom era a tocar Biden ‘como um violino’. Um ditador sem eleições, é melhor Zelensky agir depressa ou não lhe restará um país”, escreveu Trump na publicação abaixo.
O grande tema do encontro entre os líderes americano e britânico é a Ucrânia. Nas suas primeiras palavras, Keir Starmer agradeceu a Trump a possibilidade de levar a paz de volta à Ucrânia.
“Queremos ter a certeza de que qualquer acordo de paz sobre a Ucrânia seja duradouro e perdure no tempo”, disse Starmer, citado pela Reuters.
O líder britânico entregou a Trump uma carta de Carlos III, que convida o presidente americano a visitar oficialmente o Reino Unido. O presidente dos EUA aceitou o convite.
Donald Trump, como habitual, proferiu mais declarações polémicas, e manifestou crença na ideia de que a Rússia e Vladimir Putin não vão voltar a invadir a Ucrânia caso haja um acordo de paz. O líder americano diz pensar que “Putin vai manter a sua palavra” e que um acordo com a Rússia, que “está a agir muito bem” em relação à Ucrânia, “vai conseguir manter-se”.
Questionado sobre se confia em Putin, Trump disse: “Confiar, mas verificar”.