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O partido de Marine Le Pen saiu vencedor das eleições parlamentares na França - Foto: Reuters
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domingo 7 de julho de 2024 às 06:38h

Como a extrema direita francesa chegou às portas do poder

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Criado em 1972 por colaboradores nazistas e veteranos da Guerra da Argélia, partido de Marine Le Pen foi por décadas um pária na França. Agora, após “rebranding”, legenda ameaça formar maior bancada do país.Os eleitores franceses voltam às urnas neste domingo (7) para o segundo turno das eleições legislativas. Os olhos estão especialmente voltados para o desempenho da Reunião Nacional (RN), que conquistou a maior fatia dos votos no primeiro turno.

Sucessora da antiga Frente Nacional (FN) e sempre dominada pela família Le Pen, a RN percorreu um longo caminho para se fixar no cenário político francês e se aproximar das portas do poder.

1972: Nazistas entre fundadores

Após a Segunda Guerra Mundial, a extrema direita permaneceu isolada na França, manchada por sua colaboração com a ocupação nazista (1940-1944). Alguns movimentos populistas chegaram a atrair eleitores nos anos 50 e 60, mas logo se dissiparam.

Em 1971, a liderança de um pequeno grupo neofascista chamado Nova Ordem delineou uma estratégia para unir facções extremistas dispersas e buscar influência política: a fundação de um partido.

Em outubro de 1972, essas facções se reuniram em Paris para fundar a nova legenda, batizada Frente Nacional (FN). A aliança buscou inspiração no partido neofascista Movimento Social Italiano (MSI), fundado em 1946 por antigos apoiadores de Benito Mussolini. Até mesmo o logo do MIS, uma chama, foi copiado pela FN.

Entre os fundadores da FN estavam Pierre Bousquet, Jean Castrillo e Léon Gaultier, ex-voluntários franceses da Waffen-SS, o braço militar da SS nazista, organização que teve papel central no Holocausto. Bousquet foi o primeiro tesoureiro da FN.

Outros fundadores incluíram Roger Holeindre, ex-militar e ex-membro da Organização do Exército Secreto (OAS), grupo terrorista que se opunha à independência da Argélia e que por diversas vezes tentou assassinar o presidente Charles de Gaulle. Já entre os nomes da Nova Ordem estavam François Duprat, considerado pioneiro na propagação do negacionismo do Holocausto na França.

Havia ainda monarquistas e ex-membros do regime de Vichy (o governo instalado pelos nazistas na França em 1940), como François Brigneau, Pierre Gérard e Victor Barthélémy.

Para a presidência da legenda, a Nova Ordem, que detinha posição dominante, tratou de indicar uma figura que julgava mais apresentável para o público. O nome escolhido foi Jean-Marie Le Pen.

O papel de Jean-Marie Le Pen

Já um veterano político de extrema direita em 1972 e à época ostentando um tapa-olho, Jean-Marie, hoje com 96 anos, sempre tentou mitologizar sua trajetória.

Por décadas, a história oficial da FN apresentaria a fundação do partido como uma iniciativa solitária de Jean-Marie, minimizando o papel dos neofascistas e nazistas. Ele ainda alimentaria a lenda de que perdeu a visão do olho esquerdo numa briga política – só revelando décadas depois que havia sido vítima de um acidente doméstico banal.

Mas, sob sua liderança, apesar de vários períodos de estagnação, a FN se tornou a única formação de extrema direita resiliente no pós-guerra francês, escapando do destino de outras agremiações que desapareceram rapidamente.

Nascido em 1928, Jean-Marie começou a militar na extrema direita ainda como estudante. Nos anos 1950, serviu como militar na Indochina e posteriormente se ligou ao “poujadismo”, um breve movimento populista da época, pelo qual seria eleito deputado em 1956, aos 27 anos.

Em 1958, durante a guerra de independência da Argélia, se licenciou do mandato e voltou a se alistar. Alguns jornalistas acusaram Jean-Marie de se envolver com tortura no conflito. Ele sempre negou e processou diversos acusadores.

De volta à política, dirigiu a campanha de Jean-Louis Tixier-Vignancour, ex-colaboracionista de Vichy que concorreu sem sucesso na eleição presidencial de 1965.

Sem mandato, Jean-Marie passou o resto da década na obscuridade. Uma nova oportunidade veio com a fundação da FN em 1972. Inicialmente, ele não detinha o poder na legenda, mas era ambicioso. Em 1973, a Nova Ordem se envolveu em uma pancadaria com comunistas em Paris e acabou banida pelo governo.

Jean-Marie aproveitou para suprimir a influência do grupo sobre a FN. A maioria dos membros da Nova Ordem – com exceção de François Duprat – deixou o partido.

No final da década, seria a vez dos veteranos da Waffen-SS, contrariados com o estilo centralizador de Jean-Marie, que transformaria o partido numa operação familiar, levando suas três filhas (Marine, Marie-Caroline e Yann), genros e netos para a máquina. Assim como ocorria nos grupos de extrema direita, a família Le Pen também ficaria marcada por brigas e rompimentos.

Em 1976, Jean-Marie ficou rico, após um milionário de extrema direita lhe deixar sua fortuna e uma mansão nos subúrbios de Paris. A nova residência veio em boa hora, já que o apartamento dos Le Pen havia sido destruído num atentado reivindicado por antifascistas. Em 1978, outra bomba mataria o neofascista Duprat.

1972-1981: Estagnação

Nos primeiros anos da FN, havia pouco espaço para siglas extremistas na França, que vivia a última etapa do ciclo econômico dos “Trinta Gloriosos”, as três décadas de crescimento galopante que se seguiram à Segunda Guerra. O desemprego não chegava a 2%, mesmo a imigração não era um tema expressivo no debate.

A FN tampouco tinha um programa original. Seu anticomunismo era compartilhado por legendas tradicionais, assim como a oposição ao gaullismo (o movimento de Charles de Gaulle), bandeira também da esquerda. Em 1973, nas eleições gerais, a FN só conseguiu 0,5% dos votos. A primeira campanha presidencial de Jean-Marie, em 1974, amargou 0,75%.

No fim da década de 70, o partido estava nas cordas, reduzido a cerca de 500 filiados e sofrendo com a concorrência de outra legenda nanica de extrema direita, o PFN, fundado por seus ex-aliados da Nova Ordem. Na presidencial de 1981, Jean-Marie não conseguiu nem mesmo reunir as assinaturas necessárias para concorrer e ficou fora do pleito.

1983-1988: Primeiros sucessos em áreas afetadas pela desindustrialização

Os anos 80 marcariam uma reviravolta para a FN, que começou a atrair outros blocos da extrema direita, como católicos fundamentalistas e militantes mais dinâmicos.

A França também estava mudando. Os Trinta Gloriosos haviam se encerrado; a taxa de desemprego em 1981 era o triplo de 1972. Várias regiões começaram a se desindustrializar e a registrar aumento na criminalidade.

O perfil da imigração também havia mudado com o crescimento do percentual de cidadãos originários da África. É nessa época que o combate à imigração toma o lugar do anticomunismo na FN, estratégia sintetizada no slogan “Um milhão de desempregados é 1 milhão de imigrantes a mais”.

Na eleição municipal de 1983, o partido chamou a atenção ao levar 16,7% dos votos em Dreux, nos arredores de Paris, centro industrial com forte presença de mão-de-obra do norte da África.

Em 1984, Jean-Marie fez sua primeira aparição televisiva, num programa de debates, rompendo um boicote dos canais estatais. A iniciativa o ajudou a tornar-se conhecido em âmbito nacional, e ele se referiria ao episódio como “a hora que tudo mudou”.

Em 1985, foi a vez de a FN conseguir 11% dos votos nas eleições para o Parlamento Europeu e eleger dez deputados. Desta vez, o partido se saiu bem em zonas que sofriam com o fechamento de indústrias, especialmente os novos “cinturões da ferrugem” do nordeste.

No mesmo ano, a França foi alvo de uma longa campanha de atentados cometidos pelo grupo libanês Hezbollah, que aumentaram a sensação de insegurança. E o desemprego continuava a subir, chegando a 10% no ano seguinte.

Em 1986, beneficiado por uma mudança na legislação que impôs um sistema proporcional na eleição para a Assembleia Nacional, a FN conseguiu eleger 35 deputados. Essa bancada tentaria emplacar – sem sucesso – projetos como a reinstauração da pena de morte e impostos punitivos para empresas que contratassem estrangeiros.

Jean-Marie, por sua vez, seguiu dando declarações bombásticas e preconceituosas para chamar a atenção. Em 1987, veio aquela que se tornaria uma das suas falas mais infames: de que as câmaras de gás usadas para exterminar judeus no Holocausto seriam um mero “detalhe da história”.

1988-2002: Consolidação

Jean-Marie chegou ao pleito presidencial de 1988 com o discurso anti-imigração e um componente antissistema. Conseguiu 14,4% no primeiro turno, melhor resultado para um extremista no pós-guerra. No entanto, nas legislativas do mesmo ano, o partido foi prejudicado pelo fim do voto proporcional, e perdeu 34 dos seus 35 deputados.

Na segunda metade dos anos 1990, foi a vez de a FN conquistar quatro prefeituras – todas no sul. Na campanha por uma delas, a FN se beneficiou de escândalos de corrupção que atingiram um prefeito de centro-esquerda.

A legenda esperava que essas cidades fossem uma vitrine de sua capacidade executiva, mas as administrações foram marcadas por brigas internas e má gestão. Em Vitrolles, a prefeita da FN foi condenada por instituir um prêmio em dinheiro para habitantes franceses ou europeus que tivessem filhos, excluindo pais imigrantes de fora da União Europeia.

Em seguida, a FN também começaria a mudar suas bandeiras econômicas. No fim dos anos 1970, o primeiro programa econômico do partido, elaborado por Pierre Gérard – um ex-colaboracionista de Vichy – era repleto de bandeiras liberais, como livre-comércio e redução da máquina pública.

Mas nos anos 1990, com o fim do comunismo no Leste Europeu, o partido passou a se mostrar cada vez mais adepto do protecionismo. Essa mudança se acentuaria com o crash financeiro de 2008 e a crise da zona do euro nos anos 2010.

2002: O choque do segundo turno na presidencial

Nos pleitos presidenciais de 1988 e 1995, Jean-Marie havia mostrado ser capaz de reunir em torno de 15% dos votos. Ainda assim,em 2002, a verdadeira briga, esperava-se, seria entre o então presidente, o conservador Jacques Chirac, que disputava a reeleição, e o socialista Lionel Jospin, que ocupava o posto de primeiro-ministro desde 1997.

Só que o desgaste político que Chirac e Jospin haviam acumulado, somado a uma pulverização da esquerda – que lançou vários candidatos – e a abstenção jogaram a favor de Jean-Marie de maneira surpreendente. Pela primeira vez desde o pós-guerra, um candidato de extrema direita chegava ao segundo turno presidencial. Jean-Marie havia tomado o lugar de Jospin, ao conquistar 16,8% dos votos.

À época, a França registrava um aumento de casos de agressão e de delinquência juvenil, especialmente nas periferias. Era um tema caro à FN, que conduziu uma campanha de “lei e ordem”.

No entanto, olhando de perto, a base de Jean-Marie não aumentara significativamente em relação ao primeiro turno de 1995 (ele só recebeu 233 mil votos a mais). E, no segundo turno acabaria virando um saco de pancadas. Todos os partidos do establishment se uniram em torno de Chirac, que nem precisou fazer campanha e acabou reeleito com 82% dos votos.

Mas o feito quase acidental de tomar o lugar de Jospin evidenciaria que a extrema direita tinha potencial para avançar com o desgaste dos partidos tradicionais. O mapa eleitoral ainda mostrou que a FN havia se fixado de vez nos cinturões da ferrugem do nordeste da França, e também na região de Calais, que no fim dos anos 1990 passou a ser ponto de passagem para imigrantes ilegais que tentavam chegar ao Reino Unido, alimentando tensões locais.

2003-2011: Declínio

Os anos seguintes ao “choque” de 2002 não foram frutíferos para a Frente Nacional. Nas legislativas daquele ano, o partido obteve 11%, mas não elegeu nenhum deputado. O mesmo se repetiria em 2007.

Nas europeias de 2009, a FN se viu reduzida a 6%, elegendo apenas quatro eurodeputados – incluindo Marine Le Pen, que começava a ganhar influência e defendia internamente um programa de ”desdiabolização” para suavizar a imagem da FN e expandir o eleitorado. Para Jean-Marie, o maior golpe veio na presidencial de 2007: aos 79 anos, ele viu sua fatia de votos ser reduzida para 10%.

Naquele pleito, a bandeira de “lei e ordem” e o combate à imigração foram capturadas pelo conservador Nicolas Sarkozy, apadrinhado de Chirac, esvaziando a campanha da FN. Sarkozy, que havia ganhado projeção em 2005 ao afirmar que desejava limpar as periferias francesas da “ralé”, acabou eleito.

2011-2021: Liderança de Marine e “desdiabolização”

Em 2011, Jean-Marie, aos 82 anos, cedeu a presidência do partido para Marine Le Pen, que assegurou o posto ao receber apoio de dois terços dos filiados e derrotar uma facção ultracatólica.

No comando, ela colocou a desdiabolização em prática. As mudanças mais profundas ocorreram na abordagem da FN dos temas sociais, que abandonaram resquícios neoliberais da legenda. Novas propostas de reforço da seguridade social e política de emprego começaram a se aproximar da agenda da esquerda. Mas a plataforma anti-imigração permaneceu a mesma.

Jean-Marie não tardou a criticar as mudanças promovidas por Marine. Numa sabotagem aberta da “desdiabolização”, em 2015 ele repetiu publicamente suas falas de 1987 sobre as câmaras de gás serem um “detalhe”. Marine reagiu expulsando o pai do partido, que comparou sua exclusão a um “parricídio”.

E a França continuava a mudar. Entre 1995 e 2015, um terço dos empregos no setor industrial foram eliminados. Nos centros de pequenas e médias cidades o declínio do comércio local – sufocado por grandes redes instaladas em subúrbios – começou a ficar mais evidente. A FN começou a se posicionar como um partido para “vítimas da globalização”.

Paralelamente, ataques terroristas entre 2015 e 2016 (Charlie Hebdo, Bataclan e Nice) incendiariam o debate sobre extremismo islâmico na França.

Marine fez sua estreia como candidata presidencial em 2012, conseguindo 17,9% dos votos, uma melhora em relação ao seu pai. Nas europeias de 2014, a FN conseguiu 24,9%, ficando na primeira posição.

Em 2017, Marine disputou novamente a Presidência, chegando ao segundo turno com 21,3%, apesar do desgaste provocado pelo uso de dinheiro russo na campanha.

A nova rodada foi disputada com o centrista Emmanuel Macron – seria a primeira vez desde a fundação da 5º República, em 1958, que um segundo turno não contou com participação da esquerda e conservadores.

Marine não chegou a representar uma ameaça, mas o pleito mudaria profundamente o cenário político. A vitória de Macron acabaria por destruir a tradicional alternância entre socialistas e a direita tradicional, reduzindo significativamente esses partidos e deixando o campo da oposição em aberto.

Em 2018, dentro da política de “rebranding”, a FN foi rebatizada como Reunião Nacional (RN), mas ainda manteve o logo copiado dos neofascistas italianos em 1972.

2021-2024: ampliação do eleitorado

Apesar da recuperação, alguns setores da extrema direita começaram a ficar impacientes com Marine. Nos tempos de Jean-Marie, o estilo bombástico afastava novos eleitores, mas matinha a base radical mobilizada.

A “desdiabolização“ de Marine alienou parte da militância histórica. Em 2021, o jornalista de extrema direita Éric Zemmour lançou uma legenda rival, atraindo insatisfeitos com Marine.

Mas o efeito Zemmour seria passageiro e Marine contava com votos de novos eleitores para compensar. A disputa do segundo turno seria novamente entre Macron e Marine.

Macron venceu novamente, mas desta vez por uma margem menor.

A presidencial de 2022 ainda marcaria uma aceleração na mudança do eleitorado da RN. Pela primeira vez, a RN teve mais votantes do sexo feminino do que masculino.

Marine conseguiu ainda capturar uma fatia maior de operários e de eleitores de baixa renda do que a esquerda. E, no segundo turno atraiu 17% dos eleitores de Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical e também antissistema.

No mesmo ano, a RN elegeu 89 deputados, um recorde, formando a terceira maior bancada da Assembleia Nacional.

Macron, por sua vez, perdeu a maioria na Casa e passou a recorrer a decretos para aprovar projetos, entre eles uma impopular reforma da Previdência.

Ainda em 2022, Marine cedeu a presidência a Jordan Bardella, jovem estrela da legenda (e namorado de uma de suas sobrinhas), então com 27 anos, que passou a tocar o dia a dia da legenda. Marine, no entanto, continua a exercer a palavra final.

2024: às portas do poder

Entre 2022 e 2024, a RN foi favorecida pela decadência do macronismo, agora castigado pelo aumento do custo de vida na esteira da pandemia e da guerra na Ucrânia.

Na eleição europeia de 9 junho de 2024, a RN mais uma vez conseguiu a maior fatia de votos e elegeu mais que o dobro de eurodeputados que o grupo de Macron.

O presidente, numa aposta arriscada, resolveu usar a derrota para convocar eleições legislativas antecipadas na França, e assim tentar recuperar a maioria centrista na Assembleia, perdida em 2022. Macron esperava mobilizar o eleitorado moderado pintando a RN como uma ameaça.

No primeiro turno, em 30 de junho, ficou claro que ele calculou mal. O grupo de Macron conseguiu só 20% dos votos. A RN, aliada com uma facção da direita tradicional, conseguiu 33%. No segundo turno, em 7 de julho, previsões indicam que a RN pode formar a maior bancada, mas ainda deixar escapar a chance de formar maioria de 289 deputados e controlar a Assembleia. A RN não esconde que seu maior objetivo é a Presidência em 2027.

Mas, mesmo com aparente sucesso da “desdiabolização” de Marine, a campanha legislativa ainda deixou transparecer na versão repaginada do partido o DNA da antiga Frente Nacional.

A imprensa francesa revelou que vários candidatos do partido neste pleito tinham um histórico de comentários racistas e antissemitas em redes sociais. Uma candidata na Normandia apareceu numa foto exibindo um quepe nazista. Outros haviam glorificado o regime de Vichy e a organização terrorista OAS. Na Alsácia, um candidato também gerou repúdio ao afirmar que a infame frase de Jean-Marie Le Pen sobre câmaras de gás “não era antissemita“.

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