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quinta-feira 20 de janeiro de 2022 às 06:15h

Anvisa decide hoje se libera CoronaVac para crianças e adolescentes

NOTÍCIAS, SAÚDE


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai decidir nesta quinta-feira (20), a partir das 10h, se libera ou não o uso da vacina CoronaVac para crianças de 3 a jovens de 17 anos. Os diretores do órgão vão se reunir por videoconferência para avaliar um pedido feito pelo Instituto Butantan, em dezembro do ano passado, pelo uso emergencial do imunizante.

Até o momento, apenas a vacina da Pfizer está liberada para o público infantil. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na última terça (18) que a CoronaVac para crianças deverá ser incluída no plano nacional de imunização se for aprovada, mas a questão ainda será analisada pela pasta.

Em São Paulo, a aplicação nesta faixa etária começará assim que sair a autorização da Anvisa, segundo o governador João Doria (PSDB). O político tucano afirmou que 10 milhões de doses serão reservadas ao público infantil.

Histórico

O Butantan já havia tentado a liberação do imunizante para crianças em julho do ano passado. Na ocasião, porém, a Anvisa rejeitou o pedido, argumentando que ainda faltavam dados sobre a eficácia e a segurança da vacina para o público-alvo.

Em janeiro deste ano, a Anvisa passou a apreciar um segundo pedido do Butantan, a partir de novas informações enviadas pelo instituto. Na semana passada, técnicos da agência se reuniram com infectologistas e pesquisadores do Chile, país onde o imunizante já vem sendo aplicado em crianças.

A decisão será tomada pela diretoria colegiada da Anvisa, que é composta de cinco membros, inclusive o presidente da agência, Antônio Barra Torres. Para que o imunizante seja liberado, é preciso haver maioria de votos.

Autotestes adiados

Em reunião ontem à tarde, a diretoria da Anvisa decidiu adiar a liberação do autoteste de covid no país, pedido pelo Ministério da Saúde na semana passada. Por 4 votos a 1, a agência deu um prazo de 15 dias para que o ministério apresente informações adicionais sobre o uso dos testes.

Defendidos nesta semana pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), os autotestes são usados na Europa e nos Estados Unidos, mas ainda não foram liberados do Brasil. Se aprovado, o autoteste deverá ser encontrado em farmácias e ministrado pelo próprio paciente, que coleta a sua amostra em casa e confere o resultado de acordo com as instruções do fabricante.

“Uma aprovação nestes moldes pura e tão somente forneceria a possibilidade de acesso a um instrumento de triagem diagnóstica, que necessariamente precisa vir a reboque de uma política pública, no sentido de sanar uma série de questões até o momento não totalmente contempladas pela análise que fizemos”, afirmou o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

Horas após a decisão da diretoria da Anvisa, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que enviará as informações solicitadas e reafirmou sua posição a favor dos autotestes.

O @minsaude mantém a posição em favor da liberação dos auto testes de COVID-19 para venda em farmácias. Vamos complementar as informações solicitadas pela Anvisa.

Em relação aos testes no SUS, as demandas têm sido atendidas. Até semana finalizarem o envio de 15 mi de testes

— Marcelo Queiroga (@mqueiroga2) January 19, 2022

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